terça-feira, 9 de novembro de 2010

Só 3 dos 47 lotes do Parque Têxtil de Batatais estão ocupados


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Reportagem: Luis Eduardo Sandrin de Assis
Editor: Rogério Moroti

"Somente 6,38% dos lotes disponibilizados estão edificados e funcionando"


Somente três empresas estão instaladas no Parque Têxtil “Elza Hipoliti Krempel”, em Batatais. Com mais de 28 mil m² divididos em 47 lotes, o pólo foi idealizado na gestão do ex-prefeito Fernando Ferreira, entre 2001 e 2004, com a intenção de trazer para a cidade empresários da área têxtil, além de incentivar as empresas que já atuam no município. Segundo o projeto, todas as empresas que vierem a construir suas fábricas no local devem instalar, obrigatoriamente, uma loja de fábrica, de ao menos 60% da fachada construída, para venda no varejo .

Passados 4 anos, a praça central, que deveria conter quiosques, passarela para desfile e área de alimentação, ainda não foi concluída.

Em janeiro de 2007 foi realizada a licitação para venda dos lotes, quando 26 deles foram adquridos por empresários, com financiamento em até 120 meses. Porém, sem a conclusão da infraestrutura da área, apenas três dos lotes comercializados receberam edificações. Estão por fazer a praça central e os equipamentos prometidos, como os quiosques, passarela para desfile, estacionamento e área de alimentação.

Além da praça central abandonada ao mato, para Isabel Martins, proprietária de um terreno, a falta de apoio e de capital são os grandes problemas para que apenas 6,38% dos lotes estejam ocupados.

Segundo a empresária, que já possui uma fábrica na cidade, o custo da transferência da empresa para o parque textil é alto, já que possui apenas o terreno e teria de construir o prédio da fábrica e da loja. Outro fator inibidor é que seu negócio é voltado para o setor de atacado e, por isso, a mudança para o local no momento não seria vantajoso.

Entre as três empresas que já se instalaram no parque está a Divindad, que vende roupas de fabricação própria. O proprietário, Marcelo Brandão, diz que seus clientes já se acostumaram com o ponto, onde está faz três anos. Segundo Brandão, o investimento valeu a pena, teve o retorno esperado e a aprovação da clientela.

O empresário avalia que a demora dos demais compradores se instalarem no local se deve ao fato de já disporem de prédios próprios em outros locais da cidade e não se sentirem seguros para encarar o investimento necessário. "O fato de apenas três empresas estarem aqui tem seu lado bom e o ruim. O bom é que a concorrência é menor, mas o negativo é que o lugar fica meio desabitado e não dá opções para os consumidores", afirmou.

Batatais está sem secretário de Industria e Comércio há dois anos. Quem forneceu informações à Age foi o jornalista José Paulo Fernandes, assessor de imprensa da Prefeitura. Fernandes afirma que não há motivos ou falta de incentivo para as empresas não se instalarem no Parque Textil e que a administração deu todo o apoio que poderia aos empresários que adquiriram lotes.

"As parcelas tem um valor irrisório considerando o espaço, que é privilegiado. Além disso, após dezenas de reuniões agências bancárias também se colocaram à disposição para abrir linhas de crédito aos empresários interessados", afirmou Fernandes. O assessor acrescentou que, em respeito aos três empresários que construiram e operam seus negócios no local, a Prefeitura vai licitar novamente os lotes remanescentes com o intuito de atrair novas empresas.

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Novos cartões prometem acabar com os ambulantes

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Rogério Moroti
Tribuna Ribeirão - 26/10/2010

Cerca de 100 pessoas trabalham com a revenda de passes em Ribeirão Preto

Uma das intenções do novo sistema de bilhetagem, que vem sendo introduzido nos ônibus coletivos urbanos de Ribeirão Preto pela Transerp, empresa gestora do transporte na cidade, é acabar com a venda de passes por ambulantes, o que deve deixar cerca de 100 revendedores sem fonte de renda.

Este tipo de comércio é tão antigo quanto ao transporte coletivo. Na área central da cidade é possível encontrar pessoas que a mais de 20 anos trabalham com a venda “não oficial” de passes. “Comecei quando os bilhetes ainda eram de papel. Praticamente criei minha família com este trabalho”, declara um ambulante que não quis ser identificado, devido à ilegalidade da prática.

Renda mensal dos revendedores pode chegar até os R$ 1300,00

Outro ambulante, que aceitou apenas se identificar com as iniciais D.F., diz que há quatro anos está no ramo e vende diariamente uma média de 150 passes. “Trabalhava na usina e larguei mão, eles não me pagavam e vim pra cá”, declara.

Indagados como conseguem os cartões, eles explicam que os próprios usuários os procuram para repassar o vale-transporte, dentre eles, funcionários que preferem trabalhar com veículo próprio, pessoas que perdem o emprego e continuam com os cartões e aqueles que recebem mais passes mensais do que usam e acabam colocando na mão dos ambulantes para fazerem uma renda extra. Quanto a cartões roubados, os ambulantes se defendem e dizem que a maioria trabalha com os comprados, mas segundo eles, pode acontecer de alguém vender passes roubados.

Sobre o valo pago, D.F. explica: “Num cartão com 300 passes que a pessoa quer que venda logo, pagamos menos, se os passes são menos e podemos ficar com o cartão mais dias ai pagamos mais”. Dentre três ambulantes perguntados, o valor pago varia entre R$ 1,00 e R$ 1,70. Já o valor de revenda aos usuários é de R$ 2,00, ou seja, R$ 0,40 a menos do que o valor do passe simples tabelado pela Transerp de R$ 2,40. Segundo eles, a renda mensal de tem trabalha somente com este comércio pode giras entre os R$ 900,00 e os R$ 1300,00.

“Cobramos dois (reais), tem alguns que dão 10 ou 20 centavos a mais”, revela D.F., que diz também ter o apoio dos usuários: “Eles (empresas) tiraram o cobrador, demora muito para o motorista fazer a cobrança, sem falar que eles muitas vezes nem troco tem e pedem pros usuários comprarem de nós”. Prática facilmente constatada nos principais pontos da cidade, onde nos horários de pico, são praticamente os ambulantes que vendem os passes na porta dos ônibus, agilizando o embarque dos passageiros.

Os revendedores explicam também como funciona o sistema de hierarquia dos pontos de vendas: “Cada um trabalha no seu ponto, tem pessoas que estão há 10, 15, 20 anos no mesmo lugar e isso é respeitado”, declara outro ambulante da zona central que se nega a identificar.

O diretor de transportes da Transerp, José Mauro Araújo, confirma que um dos objetivos do novo sistema de bilhetagem é acabar com a prática exercida pelos ambulantes, ele explica que a legislação federal prevê que o vale-transporte seja usado somente para o deslocamento entre trabalho ou escola para a residência e vice-versa, qualquer outro tipo de uso, incluindo a revenda do mesmo é proibido. “Todo esse comércio que é realizado hoje, ele é ilegal e não pode ser realizado”, diz.

Ainda segundo Araújo, a responsabilidade sobre o cartão é do usuário. Ele alerta as pessoas para que não repassem seus cartões aos ambulantes, já que existem dois processos em andamento na Polícia Civil, com cartões apreendidos com os revendedores, e os titulares do vale-transporte estão sendo chamados à delegacia para prestar depoimento, e poder sofrem punições.

José Mauro explica que com os novos cartões esta prática deverá acabar, visto que o uso diário é limitado, impossibilitando a revenda por ambulantes.

Os próprios ambulantes mostram preocupação com o futuro. “Já está difícil encontrar cartões antigos para se revender. Para o ano que vem vai ficar difícil de trabalharmos, e mesmo se conseguirmos, a Transerp deve colocar a Polícia pra fiscalizar”, declara D.F.

“Teremos que fazer outra coisa, procurar outro emprego, só não vou roubar”, argumenta outro ambulante que vai além: “Serão umas 100 pessoas que perderão o emprego. Gostaria de saber qual crime eu cometo revendendo aquilo que comprei”, finaliza.

Em março do ano passado, a situação dos ambulantes foi discutida pela Câmara Municipal diretamente com um grupo de ambulantes e com a Transerp, porém, nenhum acordo para a legalização ou não da prática foi formalizado.

domingo, 17 de outubro de 2010

Números das gestões LULA e FHC.

Números das gestões LULA e FHC.

GOVERNO LULA - PT (7 ANOS E 9 MESES)
GOVERNO PSDB - PSDB/PFL (8 ANOS)

1) Número de policiais federais:
Governo Lula: 13 mil
Governo PSDB/PFL: 5 mil

2) Operações da PF contra a corrupção, sonegação de impostos, crime organizado e lavagem de dinheiro:
Governo Lula: 358
Governo PSDB/PFL: 20

3) Prisões efetuadas pelos motivos acima:
Governo Lula: 3.971
Governo PSDB/PFL: 54

4) Criação de empregos:
Governo Lula: 36 milhões (14,6 milhões com carteira assinada)
Governo PSDB/PFL: 700 mil

5) Média anual de empregos gerados:
Governo Lula: 2,14 milhões
Governo PSDB/PFL: 87,5 mil

6) Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
Governo Lula: 6,3%
Governo PSDB/PFL: 11,7%

7) Desemprego em SP, maior cidade do país:
Governo Lula: 12,9%
Governo PSDB/PFL: 19,0%

8) Exportações (em dólares):
Governo Lula: 258,3 bilhões
Governo PSDB/PFL: 60,4 bilhões

9) Balança comercial (em dólares):
Governo Lula: 265,3 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 8,4 bilhões (negativos)

10) Transações correntes (em dólares):
Governo Lula: 110,1 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 186,2 bilhões (negativos)

11) Risco-país:
Governo Lula: 204
Governo PSDB/PFL: 2.400
* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.

12) Inflação:
Governo Lula: 3,8% (média)
Governo PSDB/PFL: 12,53%

13) Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 5 bilhões

14) Empréstimo para habitação (em reais):
Governo Lula: 9,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 1,7 bilhões

15) Crescimento industrial:
Governo Lula: 8,77%
Governo PSDB/PFL: 1,94%

16) Produção de bens duráveis:
Governo Lula: 14,8%
Governo PSDB/PFL: 2,4%

17) Aumento na produção de veículos:
Governo Lula: 5,4%
Governo PSDB/PFL: 1,8%

18) Crédito para a agricultura familiar:
Governo Lula: 11,3%
Governo PSDB/PFL: 2,4%

19) Valor do salário mínimo em dólares:
Governo Lula: Aproximadamente U$300,00
Governo PSDB/PFL: U$55,00

20) Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Governo Lula: 3,7 cestas básicas
Governo PSDB/PFL: 1,3 cesta básica

21) Aumento do custo da cesta básica:
Governo Lula: 15,6%
Governo PSDB/PFL: 81,6%

22) Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):
Governo Lula: 35,7%
Governo PSDB/PFL: 17,5%* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.

23) Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Governo Lula: 18,6
Governo PSDB/PFL: 55,7

24) Pró-jovem - estudo subsidiado:
Governo Lula: 183 mil (18 a 24 anos)
Governo PSDB/PFL: não havia programa, nem registro.

25) Bolsa Família:
Governo Lula: 24,1 milhões de famílias
Governo PSDB/PFL: o programa era o Bolsa Escola com atendimento restrito a um pequeno número de pessoas.

26) Áreas ambientais preservadas:
Governo Lula: incremento de 25,6 milhões de hectares
Do ano do Descobrimento do Brasil até 2002: 40 milhões de hectares

27) Apoio à agricultura familiar:
Governo Lula: mais de 40 bilhões
Governo PSDB/PFL: Maior repasse 2,5 bilhões

28) Compra de terras para Reforma Agrária:
Governo Lula: 3,7 bilhões (2003 a 2005)
Governo PSDB/PFL: 1,1 bilhão (1999 a 2002)

29) Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Governo Lula: 35,99 bilhões
Governo PSDB/PFL: 8,3 bilhões

30) Investimento anual em saúde básica:
Governo Lula: 2,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 155 milhões

31) Construção de Universidades Federais:
Governo Lula: 27 universidades + 58 novos campi
Governo PSDB/PFL: 6 universidades federais em 8 anos

E PARA TERMINAR NO Nº 32:
32) Falcatruas e roubalheiras dentro das instituições do governo federal, estatais, e empresas do governo:
Governo Lula: o povo conhece, a imprensa divulga, a polícia federal age e prende, a Controladoria Geral da União (CGU) investiga e denuncia livremente, o Congresso investiga e denuncia, CPIs são instaladas e corruptos são cassados; a justiça julga, o dinheiro roubado aparece e "companheiros" são expulsos, presos, demitidos, cassados ou punidos.

Governo PSDB/PFL: o governo escondia, a imprensa fazia "vista grossa"; a polícia federal não conseguia agir; o Congresso Nacional "levava o dele", calava e não investigava; as CPIs eram sufocadas e arquivadas; o dinheiro roubado ia sorrateiramente para o bolso dos "pais da pátria" de sempre ou era desviado para salvar empresas falidas (de amigos); o dinheiro bom do Tesouro Nacional era enfiado em estatais já saqueadas e sucateadas e que, após saneadas com dinheiro do contribuinte eram "entregues" aos "companheiros" da iniciativa privada que "têm mais competência para administrar"; o obscuro processo de venda de estatais dilapidou R$ 150 bilhões do Patrimônio Nacional.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Defensoria processa empresas de ônibus que descumprem lei de passagem para idoso

EPTV - 15/10/2010

"Ribeirão Preto, apenas duas empresas fornecem informações no balcão"

A Defensoria Pública de São Paulo ajuizou, no último mês, ações civis públicas (ACPs) contra três empresas de ônibus por estarem em desacordo com a lei que garante o direito das pessoas com mais de 60 anos que ganhem até dois salários mínimos de obterem assento gratuito ou com desconto de 50% no transporte coletivo interestadual. Em Ribeirão Preto, apenas duas empresas informam sobre o direito.

Segundo a promotoria, as empresas de transporte devem separar guichê próprio para o exercício do direito à gratuidade pelos idosos, além de colocar placas, mensagens publicitárias, cartazes e luminárias no espaço que utiliza para a comercialização das passagens, ao longo dos terminais rodoviários e nos sites institucionais das empresas.

O defensor público de Ribeirão Preto Victor Hugo Albernaz diz que as empresas foram notificadas e se recusaram a fazer um termo de ajustamento de conduta.

Segundo levantamento feito em julho passado, de 166 idosos que procuraram a Defensoria Pública ao longo de duas semanas e preencheram voluntariamente um formulário, 90% nunca tinham visto qualquer informação sobre o direito à gratuidade nas rodoviárias e outros 40% sequer sabiam sobre esse direito.

Entenda o benefício

Segundo o Decreto Federal nº 5934 de 2006, que regulamenta o Estatuto do Idoso, as empresas de transporte devem disponibilizar até dois assentos gratuitos para idosos com mais de 60 anos que ganhem até dois salários mínimos nos trajetos interestaduais. Caso dois assentos já tenham sido ocupados por pessoas nessas condições, a empresa deve ainda ofertar desconto de 50% para demais idosos que desejarem ocupar assento no mesmo veículo. Para comprovar que está em condições de exercer o direito, o idoso deve apresentar documento de identificação e comprovar seus rendimentos por meio de holerite, carteira de trabalho, extrato de pensionista ou declaração anual de imposto de renda.

Para adquirir a passagem o idoso deve comparecer ao guichê com antecedência de seis horas para viagens com distância de até 500 quilômetros e com antecedência de 12 horas para viagens com distância superior a 500 quilômetros.

Outras informações detalhadas sobre o benefício, inclusive a forma de comprovação de renda, o interessando encontra na cartilha do idoso, divulgada no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ou pelo telefone da ouvidoria da agência (0800 610300).

As reclamações e denúncias sobre o descumprimento da lei também pode ser feitas a ANTT ou ao Ministério Público e Procon.

Dos US$ 409 mi exportados pela região, Batatais participa apenas com US$ 2,17 mi

Por: Rogério Moroti

Juntas, as dez maiores cidades da região de Ribeirão Preto exportaram, no mês de setembro, US$ 409,52 milhões, 76,8% a mais do que no mesmo mês do ano passado.

Batatais continua sendo a cidade, entre as dez maiores, que menos ajuda nas exportações regionais com números pífios. Mesmo com um crescimento de 148% entre setembro deste mês comparado com setembro de 2009, o município vendeu ao exterior apenas US$ 2,17 milhões, o que mostra mais uma vez o fraco desempenho econômico da cidade, unidos a falta de projetos de desenvolvimento.

Para se ter ideia, Sertãozinho com 110 mil habitantes, portanto o dobro de Batatais (55 mil hab), exportou em setembro US$ 70,78 milhões, mais de US$ 68 milhões do que tudo aquilo que Batatais vendeu ao exterior.

Comparando as exportações de Batatais com Matão (78 mil habitantes), os números locais ficam ainda mais abaixo, já que Matão exportou US$ 78,10 milhões, o que dá a média de US$ 1 milhão para cada habitante, já Batatais tem a média de apenas US$ 38 mil para cada cidadão batataense.

Bebedouro, que em setembro de 2009 vendeu ao exterior apenas US$ 2,94 milhões, passou para US$ 16,87 milhões em setembro deste ano, um aumento de 473,7%. A cidade de 77 mil habitantes exportou sete vezes a mais do que nossa Batatais que em todos os dados econômicos regionais aparece entre as últimas cidades, assim como no número de geração de emprego, onde mês após mês os dados do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – mostram a cidade como uma das que menos tem geração de novos postos de trabalho.

Os dados foram divulgados nesta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Abaixo a tabela com as exportações das 10 maiores cidades da região

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Matéria sobre Topiaria ganha destaque regional

De uma reunião de pauta para a AGE (Agência de Notícias da Unaerp) surgiu a ideia de fazer uma matéria sobre a situação atual da topiaria e praças de Batatais que passam por seu pior momento nos últimos anos, com a falta de investimentos e abandono por falta de quem deveria cuidar dos mesmos, ou seja, Prefeitura Municipal.

Eu e o Luis Eduardo Sandrin Assis, alunos de jornalismo da Unaerp, resolvemos investir na pauta. Luis Eduardo foi a campo e conseguiu material e entrevistas para montar a matéria. Tive o privilégio de ser o editor da mesma que já esta no ar no site da AGE desde o dia 4 de outubro. http://www.unaerp.br/age/index.php/allreportagens/162-topiaria-de-batatais-desaparece-com-o-tempo.html

Para nossa surpresa, a matéria teve repercussão local na edição do último sábado do O Jornal de Batatais que publicou na integra a matéria, e repercussão regional já que o jornal Tribuna Ribeirão também destacou a matéria, inclusive com destaque de capa, na edição do último domingo. Jornal Tribuna que me convidou para fazer as fotos de tal matéria.

Confira abaixo a matéria e as fotos do abandono da topiaria em Batatais.


Topiaria de Batatais desaparece com o tempo

Reportagem: Luis Eduardo Sandrin de Assis
Edição: Rogério Moroti

As esculturas em topiaria, que juntamente com o maior acervo sacro do pintor Candido Portinari, que fizeram de Batatais estância turística do estado de São Paulo estão desaparecendo no município. Topiaria é a arte de fazer esculturas de várias formas moldadas em arbustos de diversas espécies. Batatais reunia diversos pontos onde a arte era realizada. Ao longo do tempo, alguns desses locais tiveram arrancadas suas “obras de arte”.

Sem pernas, este animal, além de irreconhecivel, se apoia em "pernas de pau"

É o caso do estádio Dr. Oswaldo Scatena, onde, ao redor do gramado, existiam além de jogadores estilizados a inscrição do nome do estádio e sua data de fundação. No casarão que foi sede da Casa da Cultura da cidade, além do nome do local havia várias figuras ligadas à cultura, como um pianista em tamanho real, além de várias obras espalhadas nas praças da cidade que hoje sobrevivem secas e desfiguradas, tornando irreconhecíveis seus desenhos.

De acordo com o chefe do departamento de jardins e praças da Prefeitura de Batatais, Paulo Bérgamo, quando ele entrou para o cargo, em 1989, já não existia mais topiaria em muitos pontos da cidade. Haviam se desmanchado com o tempo, restando somente algumas na Praça da Matriz.

 Gato, cachorro, mula, cavalo? O que seria este animal?

Segundo Bérgamo, a topiaria é um trabalho muito delicado porque, além de regar, adubar e podar, as esculturas devem passar por um processo de revitalização pelo menos uma vez ao ano, para que se mantenham vivas. Esse processo é feito com produtos específicos e com jardineiros que dominem a arte para que possam limpá-las e podá-las de forma correta. “As obras de topiaria são como os cabelos, sempre devem estar sendo cortados e cuidados”, disse Bérgamo.

O portico hà muito tempo já não ostenta o nome da cidade

Ele afirma que em breve haverá uma revitalização nas obras com a chegada de alguns funcionários que serão ensinados e instruidos para cuidar das obras, além de um projeto para 2011, que vai ensinar a técnica para jovens e adolescentes que se interessam pela arte. “O viveiro já foi construído, já tem varias mudas plantadas no local. Só estamos esperando elas crescerem um pouco para começarmos a trabalhar nelas e ensinar todos que estiverem interessados em aprender a técnica”, revelou Bérgamo.

O secretario de esporte e turismo Antonio Carlos Corrêa disse que as esculturas fazem falta, tanto para embelezar como para dar à cidade o título de referência em jardinagem na região, já que o município por diversas vezes foi tema de documentários e reportagens sobre o cultivo da topiaria. Corrêa afirma que para criar novas esculturas e revitalizar rapidamente as obras é preciso redobrar o quadro de funcionários e se defende dizendo que a Prefeitura investe muito em outros pontos turísticos, e no momento não é possível que algum funcionário se dedique exclusivamente à manutenção das esculturas.

A falta de renovaçao esta as claras

“A topiaria é um trabalho muito delicado, não só para se desenvolver mas também para se cultivar e fazer suas restaurações. Para trabalhar com essas esculturas é preciso tempo e dedicação exclusiva a esse trabalho. O profissional deve ser capacitado e ter experiência, caso contrario ele mata a planta ou acaba com o desenho”, afirmou.

Corrêa diz que no momento seriam necessários mais de 100 funcionários somente para cuidar das praças e jardins do município, o que, segundo ele, é uma opção inviável.
Coitado do elefante! Jà perdeu as presas e o rabo.



sábado, 9 de outubro de 2010