sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

MP pede a demolição de toda Washngton Luis

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Reportagem: Lauro Sampaio
Jornal TRIBUNA RIBEIRÃO/30-12

O Ministério Público Estadual em Batatais ingressou no último dia 13 de dezembro uma ação civil pública que pede a demolição da principal avenida da cidade, a Avenida Washington Luis, com cerca de 1,5 km de extensão.

No processo, que é o maior da história do município, foram citados 72 réus, entre eles a Prefeitura, a Câmara Municipal e pessoas jurídicas e físicas que possuem terrenos e imóveis no local, um dos mais valorizados da cidade e que abriga choperias e points de lazer.

O promotor Hilton Maurício de Araújo Filho se baseia no fato da avenida, construída em 1992, ter sido edificada às margens de um córrego que corta o centro de Batatais, o córrego das Araras, que foi canalizado, o que desrespeitou uma lei federal que prevê uma distância de 30 metros do manancial para construções.

Uma lei municipal, já revogada pela Justiça em medida liminar, autorizou as construções dentro do perímetro de 15 metros.
Qualquer construção ou outra obra de melhoramento na avenida está embargada desde 2005.

No processo, o promotor pede ainda o pagamento de uma indenização de R$ 10 milhões.
Na tarde de ontem, quarta-feira, 29 de dezembro, ele disse para o Jornal Tribuna de Ribeirão Preto que vai insistir na realização de uma audiência de conciliação em que outras saídas possam ser discutidas, como o pagamento de compensações ambientais.

Ele acredita que o processo será demorado, devido a grande quantidade de réus e a complexidade dos pedidos.

Outro ladoProcurada para falar sobre o assunto, a Prefeitura de Batatais ainda não se manifestou. Há cerca de seis meses, a Prefeitura recorreu de uma sentença de primeira instância que deu ganho de causa a Promotoria, reconhecendo que a lei municipal de 15 metros era inconstitucional, o que tornou a avenida ilegal.

A atitude da Prefeitura irritou o promotor, que alegou ter proposto a administração que não recorresse para que uma solução amigável fosse tentada.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Batatais está "perto" de receber uma grande indústria

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Batatais está muito "perto" de receber uma grande empresa, com grande investimento, que deve gerar mais de 200 empregos.

O problema desta notícia é o "perto", pois a indústria está sendo construída justamente na divisa entre Batatais e Brodowski, mas infelizmente fica do lado de lá da divisa, na cidade de Portinari. Ao contrário do pedágio que foi construído do nosso lado, ironicamente, pedágio este que foi construído e inaugurado durante a primeira administração do mesmo “grupo” que hoje ainda “domina” Batatais.

R$ 8 milhões estão sendo investidos na divisa entre Batatais e Brodowski, mas do lado de lá
Nesta semana o IBGE deve divulgar o PIB das cidades de todo o Brasil, devemos esperar mas provavelmente nossa cidade se encontrará muito além daquilo que esperamos e bem abaixo de várias cidades da região, maiores e menores que a nossa.

Pitangueiras foi destaque na imprensa regional na semana passada pela grande geração de empregos e industrias que vem obtendo, a cidade de Taquaritinga além de uma nova fábrica do frigorífico Marba terá reaberta uma outra industria na área de sucos, Guatapará recebeu uma unidade de produção da Lupo, fábrica de roupas da cidade de Araraquara, mas Batatais que tem um parque têxtil (abandonado sim e inacabado) não poderia ter trazido esta empresa pra cá, que tipo de esforços foram feitos para tal?

Em 10 anos de mandato, a atual gestão municipal não criou um metro quadrado sequer para que a cidade pudesse receber indústrias, as desculpas são mil, mas se nem o pólo têxtil eles conseguiram terminar e fomentar, o que queremos destes?

Agora vemos Brodowski que recebe investimentos, e é fácil de ver, aqueles que passam pela Portinari podem acompanhar o crescimento na cidade de barracões de novas empresas que estão se instalando na cidade vizinha.

Acompanhe abaixo a notícia do jornal TRIBUNA RIBEIRÃO sobre a chegada da Marka em Brodowski.

Fábrica pode gerar 200 empregos em Brodowski

Repórter: Lauro Sampaio
Jornal TRIBUNA RIBEIRÃO

Primeira etapa vai custar R$ 8 milhões e 200 funcionários deverão ser contratados: inauguração será em 2011.

O motorista que passa pela Rodovia Cândido Portinari, no trecho entre Brodowski e Batatais, e observa com atenção a faixa da direita, percebe a construção de uma gigantesca estrutura de concreto e muitas máquinas e homens no local. Logo na entrada da obra há um cartaz informando que se trata das futuras instalações da Marka, uma empresa francana que atua no mercado há 20 anos produzindo construções pré-fabricadas de concreto.

O diretor da empresa, o engenheiro Carlos José Tavares, disse que a unidade de Brodowski será a primeira filial e que os investimentos projetados na primeira etapa são de R$ 8 milhões. A primeira fase abrangerá 9.600 metros quadrados de área construída. Ele afirmou que a implantação da filial será gradativa e que 200 funcionários deverão ser contratados para as áreas administrativas e de produção, com prioridade para a mão-de-obra do município. Ele elogiou a localização de Brodo­wski e disse que a topografia da área e a infraestrutura urbana que a cidade propicia foram fundamentais para a escolha, além do fato de a cidade ficar próxima a Ribeirão Preto.

A empresa fornece armaduras para concreto, lajes e estrutu­ras pré-fabricadas para obras de qualquer dimensão, chegando a ter como clientes construtoras, usinas de cana-de-açúcar, supermercados e grandes galpões. Entre os destaques estão os trabalhos feitos para a construção de sedes da Justiça do Trabalho e das Usinas Santo Antônio, em Sertãozinho, e Santa Luiza, em Motuca. A empresa atua no interior de São Paulo e até em outros estados, como Minas Gerais e Goiás.

O engenheiro disse ao Tribuna que espera iniciar as atividades da fábrica em Brodowski em março de 2011. O prefeito Alfredo Tonello (PTB) entende que os investimentos da Marka no município são muito importantes e que a administração está colaborando para a concretização do empreendimento, com a garantia da realização dos serviços de infraestrutura urbana. "Brodowski tem 100% do esgoto tratado e isso foi fundamental para que a Cetesb aprovasse a obra”, ressaltou.

Para o petebista, um outro fator tem que ser considerado com relação à chegada da empresa francana. Antes, segundo ele, não havia empregos para a mão-de-obra masculina na cidade, que agora ganhará outra opção. "Antes, o trabalhador de Brodowski tinha que ir trabalhar em Ribeirão Preto, e nós estamos invertendo as coisas, fazendo com que o pai de família da cidade possa ganhar seu sustento aqui mesmo”.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ribeirão e Sertãozinho conseguem juntas R$ 130 milhões do PAC. Já Batatais?



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Repórter: Hélio Pelissari
Jornal A Cidade RP

Ribeirão Preto vai receber R$ 42 milhões, dos quais R$ 20 milhões serão gastos na perfuração de postos e construção de emissários de esgotos nas zonas leste e sul

A prefeita Dárcy Vera (DEM) de Ribeirão Preto e Nério Costa (PPS) de Sertãozinho assinaram nesta segunda-feira (6) em Brasília os contratos para liberação de R$ 130 milhões em verbas da área de infra-estrutura para a área de saneamento básico. Foram liberados R$ 42 milhões para Ribeirão Preto e R$ 81 milhões para Sertãozinho.

Em Ribeirão Preto, R$ 20 milhões serão gastos na perfuração de postos e construção de emissários de esgotos nas zonas leste e sul. Em Sertãozinho, os recursos serão utilizados para a canalização do córrego Sul que corta a cidade.

Os contratos assinados nesta segunda fazem parte dos projetos aprovados na primeira etapa de obras do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) lançado este ano pelo governo federal. A solenidade de assinatura dos projetos ocorreu em solenidade com o presidente Lula.

Já em Batatais?
Enquanto Sertãozinho, que tem 110 mil habitantes, consegue R$ 81 milhões de verbas, Batatais com a metade da população da cidade da cana, não consegue nada.

Há cerca de um mês, a imprensa local (sempre pautada pela assessoria da Prefeitura) até destacou com certa euforia que o Prefeito estava indo à Brasília levar os projetos de Batatais pedindo ao Governo Federal algo em torno de R$ 14 milhões.

Quer dizer, resumindo bem a história, enquanto a Administração Municipal da cidade está levando projetos, outras cidades da região já estão com dinheiro em caixa.

Batatais continua abandona. Lago, rodoviária, centros de lazer, escolas, bosque, centro náutico, ruas e avenidas, canteiros, praças, terrenos públicos, frota municipal, teatro, almoxarifado e tudo aquilo mais que se diz respeito as coisas públicas.

Projetos de verdade, que não sejam de festas e acordos políticos em benefícios de poucos, a cidade não tem. Brodoswki está recebendo empresas e mais empresas, inclusive uma que está investindo mais de R$ 8 milhões bem na divisa entre Batatais e Brodoswki.

Bem, quem não fez nada em 10 anos, além de festas, canteiros, placas em bicicletas e dar salários para a esposa, não há de fazer agora.

Segue Batatais se arrastando na região, enquanto Pontal, Serrana, Jardinópolis, Luis Antônio dentre outras cidades crescem verdadeiramente, mesmo não tendo o carnaval e todas as festas que o "Povão" adora.

Rogério Moroti

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Empresa identifica como aptos para cadeirantes ônibus sem nenhuma adaptação

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Reportagem: Luis Eduardo Sandrin de Assis 
  
Grande parte dos ônibus da Viação São Bento, que fazem o transporte suburbano entre Ribeirão Preto e Batatais, possuem, em seu lado externo, adesivos indicativos como se os veículos fossem adaptados para o transporte de cadeirantes, porém, os veículos não possuem nenhum tipo de adaptação, como local reservado e sistema de bloqueio para cadeiras de roda e nem mesmo o sistema de plataforma hidráulica para facilitar o embarque dos deficientes físicos cadeirantes.

Na foto, um ônibus da empresa com dois adesivos indicando que seria adaptado para cadeirantes, um na parte frontal e outro ao lado esquerdo da porta de entrada
Segundo o advogado da ABADEF (Associação Batataense dos Deficientes Físicos), Éder Contadin, especialista em direito urbanístico, é ilegal o uso dos adesivos sem que o veículo esteja devidamente adaptado, além de ser considerado infração de trânsito e que o Decreto Lei 5.296/2004 estabelece que o transporte coletivo em geral para o portador de deficiência deve ser de forma plena ou autônoma, sendo necessário adaptar terminais, pontos de ônibus, acessos, estações, aeroportos, portos e as vias principais, sendo assim, todos os veículos deveriam ser adaptados.

“Se a empresa passar por alguma fiscalização, será constatado que os veículos estão irregulares, ela pode ser advertida ou multada e pode ter o veículo apreendido”, disse Contadin, que explica ainda que em caso do cadeirante se sentir prejudicado, ele deve procurar a Defensoria Pública do Estado de São Paulo ou fazer uma denúncia por escrito para o promotor do Ministério Público.

O paralítico Rafael Moreira, morador de Batatais, que as vezes precisa se locomover a Ribeirão Preto, diz que todas as vezes que usou o ônibus, precisou estar acompanhado de alguém que o ajudava a subir, descer e se locomover dentro do ônibus, ou mesmo acaba alugando um táxi.

“Nunca precisei da ajuda de pessoas desconhecidas, mas tenho certeza que é muito difícil e constrangedor para o cadeirante ter que pedir para alguém ajuda-lo a subir no ônibus, principalmente se tiver que ser pego nos braços”, lamenta Moreira, que lembra que os ônibus do transporte coletivo urbano em Batatais também não são adaptados: “Em cidades como Franca e Ribeirão Preto, não existe esse problema, porque os ônibus já estão adaptados, Batatais poderia seguir esse exemplo”.

O presidente da ABADEF, Ramon Gustavo de Oliveira, diz que alguns deficientes já reclamaram da situação e de que a entidade ainda procura soluções para o fato.
“Eu me sinto na obrigação de me manifestar e tomar alguma providência em relação a esse problema, pelo fato de representar uma associação de deficientes físicos, que de alguma maneira está sendo enganada, não só nós mas toda a população”, esclarece Oliveira.

A empresa Viação São Bento, questionada em seu espaço ao usuário, disponível no site da empresa,  sobre o porque dos adesivos sem que os ônibus estejam devidamente adaptados, nenhuma resposta foi obtida.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Só 3 dos 47 lotes do Parque Têxtil de Batatais estão ocupados


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Reportagem: Luis Eduardo Sandrin de Assis
Editor: Rogério Moroti

"Somente 6,38% dos lotes disponibilizados estão edificados e funcionando"


Somente três empresas estão instaladas no Parque Têxtil “Elza Hipoliti Krempel”, em Batatais. Com mais de 28 mil m² divididos em 47 lotes, o pólo foi idealizado na gestão do ex-prefeito Fernando Ferreira, entre 2001 e 2004, com a intenção de trazer para a cidade empresários da área têxtil, além de incentivar as empresas que já atuam no município. Segundo o projeto, todas as empresas que vierem a construir suas fábricas no local devem instalar, obrigatoriamente, uma loja de fábrica, de ao menos 60% da fachada construída, para venda no varejo .

Passados 4 anos, a praça central, que deveria conter quiosques, passarela para desfile e área de alimentação, ainda não foi concluída.

Em janeiro de 2007 foi realizada a licitação para venda dos lotes, quando 26 deles foram adquridos por empresários, com financiamento em até 120 meses. Porém, sem a conclusão da infraestrutura da área, apenas três dos lotes comercializados receberam edificações. Estão por fazer a praça central e os equipamentos prometidos, como os quiosques, passarela para desfile, estacionamento e área de alimentação.

Além da praça central abandonada ao mato, para Isabel Martins, proprietária de um terreno, a falta de apoio e de capital são os grandes problemas para que apenas 6,38% dos lotes estejam ocupados.

Segundo a empresária, que já possui uma fábrica na cidade, o custo da transferência da empresa para o parque textil é alto, já que possui apenas o terreno e teria de construir o prédio da fábrica e da loja. Outro fator inibidor é que seu negócio é voltado para o setor de atacado e, por isso, a mudança para o local no momento não seria vantajoso.

Entre as três empresas que já se instalaram no parque está a Divindad, que vende roupas de fabricação própria. O proprietário, Marcelo Brandão, diz que seus clientes já se acostumaram com o ponto, onde está faz três anos. Segundo Brandão, o investimento valeu a pena, teve o retorno esperado e a aprovação da clientela.

O empresário avalia que a demora dos demais compradores se instalarem no local se deve ao fato de já disporem de prédios próprios em outros locais da cidade e não se sentirem seguros para encarar o investimento necessário. "O fato de apenas três empresas estarem aqui tem seu lado bom e o ruim. O bom é que a concorrência é menor, mas o negativo é que o lugar fica meio desabitado e não dá opções para os consumidores", afirmou.

Batatais está sem secretário de Industria e Comércio há dois anos. Quem forneceu informações à Age foi o jornalista José Paulo Fernandes, assessor de imprensa da Prefeitura. Fernandes afirma que não há motivos ou falta de incentivo para as empresas não se instalarem no Parque Textil e que a administração deu todo o apoio que poderia aos empresários que adquiriram lotes.

"As parcelas tem um valor irrisório considerando o espaço, que é privilegiado. Além disso, após dezenas de reuniões agências bancárias também se colocaram à disposição para abrir linhas de crédito aos empresários interessados", afirmou Fernandes. O assessor acrescentou que, em respeito aos três empresários que construiram e operam seus negócios no local, a Prefeitura vai licitar novamente os lotes remanescentes com o intuito de atrair novas empresas.

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Novos cartões prometem acabar com os ambulantes

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Rogério Moroti
Tribuna Ribeirão - 26/10/2010

Cerca de 100 pessoas trabalham com a revenda de passes em Ribeirão Preto

Uma das intenções do novo sistema de bilhetagem, que vem sendo introduzido nos ônibus coletivos urbanos de Ribeirão Preto pela Transerp, empresa gestora do transporte na cidade, é acabar com a venda de passes por ambulantes, o que deve deixar cerca de 100 revendedores sem fonte de renda.

Este tipo de comércio é tão antigo quanto ao transporte coletivo. Na área central da cidade é possível encontrar pessoas que a mais de 20 anos trabalham com a venda “não oficial” de passes. “Comecei quando os bilhetes ainda eram de papel. Praticamente criei minha família com este trabalho”, declara um ambulante que não quis ser identificado, devido à ilegalidade da prática.

Renda mensal dos revendedores pode chegar até os R$ 1300,00

Outro ambulante, que aceitou apenas se identificar com as iniciais D.F., diz que há quatro anos está no ramo e vende diariamente uma média de 150 passes. “Trabalhava na usina e larguei mão, eles não me pagavam e vim pra cá”, declara.

Indagados como conseguem os cartões, eles explicam que os próprios usuários os procuram para repassar o vale-transporte, dentre eles, funcionários que preferem trabalhar com veículo próprio, pessoas que perdem o emprego e continuam com os cartões e aqueles que recebem mais passes mensais do que usam e acabam colocando na mão dos ambulantes para fazerem uma renda extra. Quanto a cartões roubados, os ambulantes se defendem e dizem que a maioria trabalha com os comprados, mas segundo eles, pode acontecer de alguém vender passes roubados.

Sobre o valo pago, D.F. explica: “Num cartão com 300 passes que a pessoa quer que venda logo, pagamos menos, se os passes são menos e podemos ficar com o cartão mais dias ai pagamos mais”. Dentre três ambulantes perguntados, o valor pago varia entre R$ 1,00 e R$ 1,70. Já o valor de revenda aos usuários é de R$ 2,00, ou seja, R$ 0,40 a menos do que o valor do passe simples tabelado pela Transerp de R$ 2,40. Segundo eles, a renda mensal de tem trabalha somente com este comércio pode giras entre os R$ 900,00 e os R$ 1300,00.

“Cobramos dois (reais), tem alguns que dão 10 ou 20 centavos a mais”, revela D.F., que diz também ter o apoio dos usuários: “Eles (empresas) tiraram o cobrador, demora muito para o motorista fazer a cobrança, sem falar que eles muitas vezes nem troco tem e pedem pros usuários comprarem de nós”. Prática facilmente constatada nos principais pontos da cidade, onde nos horários de pico, são praticamente os ambulantes que vendem os passes na porta dos ônibus, agilizando o embarque dos passageiros.

Os revendedores explicam também como funciona o sistema de hierarquia dos pontos de vendas: “Cada um trabalha no seu ponto, tem pessoas que estão há 10, 15, 20 anos no mesmo lugar e isso é respeitado”, declara outro ambulante da zona central que se nega a identificar.

O diretor de transportes da Transerp, José Mauro Araújo, confirma que um dos objetivos do novo sistema de bilhetagem é acabar com a prática exercida pelos ambulantes, ele explica que a legislação federal prevê que o vale-transporte seja usado somente para o deslocamento entre trabalho ou escola para a residência e vice-versa, qualquer outro tipo de uso, incluindo a revenda do mesmo é proibido. “Todo esse comércio que é realizado hoje, ele é ilegal e não pode ser realizado”, diz.

Ainda segundo Araújo, a responsabilidade sobre o cartão é do usuário. Ele alerta as pessoas para que não repassem seus cartões aos ambulantes, já que existem dois processos em andamento na Polícia Civil, com cartões apreendidos com os revendedores, e os titulares do vale-transporte estão sendo chamados à delegacia para prestar depoimento, e poder sofrem punições.

José Mauro explica que com os novos cartões esta prática deverá acabar, visto que o uso diário é limitado, impossibilitando a revenda por ambulantes.

Os próprios ambulantes mostram preocupação com o futuro. “Já está difícil encontrar cartões antigos para se revender. Para o ano que vem vai ficar difícil de trabalharmos, e mesmo se conseguirmos, a Transerp deve colocar a Polícia pra fiscalizar”, declara D.F.

“Teremos que fazer outra coisa, procurar outro emprego, só não vou roubar”, argumenta outro ambulante que vai além: “Serão umas 100 pessoas que perderão o emprego. Gostaria de saber qual crime eu cometo revendendo aquilo que comprei”, finaliza.

Em março do ano passado, a situação dos ambulantes foi discutida pela Câmara Municipal diretamente com um grupo de ambulantes e com a Transerp, porém, nenhum acordo para a legalização ou não da prática foi formalizado.

domingo, 17 de outubro de 2010

Números das gestões LULA e FHC.

Números das gestões LULA e FHC.

GOVERNO LULA - PT (7 ANOS E 9 MESES)
GOVERNO PSDB - PSDB/PFL (8 ANOS)

1) Número de policiais federais:
Governo Lula: 13 mil
Governo PSDB/PFL: 5 mil

2) Operações da PF contra a corrupção, sonegação de impostos, crime organizado e lavagem de dinheiro:
Governo Lula: 358
Governo PSDB/PFL: 20

3) Prisões efetuadas pelos motivos acima:
Governo Lula: 3.971
Governo PSDB/PFL: 54

4) Criação de empregos:
Governo Lula: 36 milhões (14,6 milhões com carteira assinada)
Governo PSDB/PFL: 700 mil

5) Média anual de empregos gerados:
Governo Lula: 2,14 milhões
Governo PSDB/PFL: 87,5 mil

6) Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas:
Governo Lula: 6,3%
Governo PSDB/PFL: 11,7%

7) Desemprego em SP, maior cidade do país:
Governo Lula: 12,9%
Governo PSDB/PFL: 19,0%

8) Exportações (em dólares):
Governo Lula: 258,3 bilhões
Governo PSDB/PFL: 60,4 bilhões

9) Balança comercial (em dólares):
Governo Lula: 265,3 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 8,4 bilhões (negativos)

10) Transações correntes (em dólares):
Governo Lula: 110,1 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 186,2 bilhões (negativos)

11) Risco-país:
Governo Lula: 204
Governo PSDB/PFL: 2.400
* No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.

12) Inflação:
Governo Lula: 3,8% (média)
Governo PSDB/PFL: 12,53%

13) Dívida com o Clube de Paris (em dólares):
Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 5 bilhões

14) Empréstimo para habitação (em reais):
Governo Lula: 9,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 1,7 bilhões

15) Crescimento industrial:
Governo Lula: 8,77%
Governo PSDB/PFL: 1,94%

16) Produção de bens duráveis:
Governo Lula: 14,8%
Governo PSDB/PFL: 2,4%

17) Aumento na produção de veículos:
Governo Lula: 5,4%
Governo PSDB/PFL: 1,8%

18) Crédito para a agricultura familiar:
Governo Lula: 11,3%
Governo PSDB/PFL: 2,4%

19) Valor do salário mínimo em dólares:
Governo Lula: Aproximadamente U$300,00
Governo PSDB/PFL: U$55,00

20) Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:
Governo Lula: 3,7 cestas básicas
Governo PSDB/PFL: 1,3 cesta básica

21) Aumento do custo da cesta básica:
Governo Lula: 15,6%
Governo PSDB/PFL: 81,6%

22) Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):
Governo Lula: 35,7%
Governo PSDB/PFL: 17,5%* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.

23) Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes):
Governo Lula: 18,6
Governo PSDB/PFL: 55,7

24) Pró-jovem - estudo subsidiado:
Governo Lula: 183 mil (18 a 24 anos)
Governo PSDB/PFL: não havia programa, nem registro.

25) Bolsa Família:
Governo Lula: 24,1 milhões de famílias
Governo PSDB/PFL: o programa era o Bolsa Escola com atendimento restrito a um pequeno número de pessoas.

26) Áreas ambientais preservadas:
Governo Lula: incremento de 25,6 milhões de hectares
Do ano do Descobrimento do Brasil até 2002: 40 milhões de hectares

27) Apoio à agricultura familiar:
Governo Lula: mais de 40 bilhões
Governo PSDB/PFL: Maior repasse 2,5 bilhões

28) Compra de terras para Reforma Agrária:
Governo Lula: 3,7 bilhões (2003 a 2005)
Governo PSDB/PFL: 1,1 bilhão (1999 a 2002)

29) Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
Governo Lula: 35,99 bilhões
Governo PSDB/PFL: 8,3 bilhões

30) Investimento anual em saúde básica:
Governo Lula: 2,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 155 milhões

31) Construção de Universidades Federais:
Governo Lula: 27 universidades + 58 novos campi
Governo PSDB/PFL: 6 universidades federais em 8 anos

E PARA TERMINAR NO Nº 32:
32) Falcatruas e roubalheiras dentro das instituições do governo federal, estatais, e empresas do governo:
Governo Lula: o povo conhece, a imprensa divulga, a polícia federal age e prende, a Controladoria Geral da União (CGU) investiga e denuncia livremente, o Congresso investiga e denuncia, CPIs são instaladas e corruptos são cassados; a justiça julga, o dinheiro roubado aparece e "companheiros" são expulsos, presos, demitidos, cassados ou punidos.

Governo PSDB/PFL: o governo escondia, a imprensa fazia "vista grossa"; a polícia federal não conseguia agir; o Congresso Nacional "levava o dele", calava e não investigava; as CPIs eram sufocadas e arquivadas; o dinheiro roubado ia sorrateiramente para o bolso dos "pais da pátria" de sempre ou era desviado para salvar empresas falidas (de amigos); o dinheiro bom do Tesouro Nacional era enfiado em estatais já saqueadas e sucateadas e que, após saneadas com dinheiro do contribuinte eram "entregues" aos "companheiros" da iniciativa privada que "têm mais competência para administrar"; o obscuro processo de venda de estatais dilapidou R$ 150 bilhões do Patrimônio Nacional.